O QUE EU NÃO QUERIA FALAR SOBRE MARCO FELICIANO!


Esse assunto da Comissão de Direitos Humanos presidida pelo pastor Marco Feliciano, já deu o que tinha que dar. Dar à ele a condição de racista e homofóbico pelas declarações outrora feitas no twitter e redes sociais é ridículo. Conheci Feliciano em um evento da Rádio Transmundial (RTM) no Maranhão em 2006, e naquele tempo, ele já tinha prerrogativas que faziam dele um “vendilhão” do templo. Feliciano não possui uma história ministerial digna, nem seria um pastor merecedor de nossa admiração ética e teológica, mas acusá-lo de racista e homofóbico é claramente uma “cortina de fumaça” para esconder coisas mais profundas. 
Ele não merece a presidência da CDH por não possuir um histórico, nem identidade, com a luta dos direitos humanos e minorias. Foi muito bem eleito, mas pelo interesse da própria denominação, mas jamais porque ideologicamente defendeu alguma causa, que não a sua própria.
Agora, o que eu não queria falar sobre Marco Feliciano, é que além da projeção do nanico PSC e do próprio deputado, este assunto toma conta dos noticiários desde o dia 7 de março. Me parece que a idéia original é distrair, através da mídia, nossa atenção para assuntos realmente tão relevantes quanto, ou não?
O que quero dizer, é que não basta cuidar de um “detalhe” (neste caso tirar Feliciano do cargo de presidente da CDH), pois muita coisa está errada naquela Casa (Assembléia Legislativa Federal). Alguns exemplos:

Blairo Maggi - Presidência da Comissão de Meio Ambiente. (Um dos maiores desmatadores e madeireiros do Amazonas).
Renan Calheiros - Presidência do Senado (Dispensa comentários, ficando no lugar de outro da mesma estirpe José Sarney)
Gabriel Chalita - Presidência da Comissão de Educação (Plagiou sua dissertação de mestrado e é investigado por desvios de recursos públicos)
José Genuíno e João Paulo Cunha (mensaleiros e condenados pelo STJ) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.????

Se Feliciano é acusado de ser um fundamentalista religioso, Jean Willys é claramente um ativista gay e heterofóbico. Prega a “liberdade” dos gays em detrimento dos direitos dos héteros. Que diferença tem um do outro? Infelizmente não existem lados certos nesta história. Alguns líderes evangélicos disseram: “Marco Feliciano não me representa!” - Eu pergunto; quem nos representa? É, a máxima parece valer em nosso país: “Cada um por si e Deus por todos” 
O que resta disso tudo? Um sentimento de manipulação e impotência, pois nossas idéias e protestos virtuais (inclusive este texto) não surtem efeito prático. Fica para a reflexão, e quem sabe a inflexão de uma nova postura nas próximas eleições. #ficaadica.

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