IMUNIDADE DE UNÇÃO EXISTE? - O QUÊ SIGNIFICA: NÃO TOQUEIS NO MEU UNGIDO?


Já vimos muita gente utilizar este termo para sair em defesa de líderes evangélicos, e até os próprios líderes se esconderem atrás de textos como: 1Sm 26:9; 1Sm 24:6; 1Cr 16:21-22; Sl 105:15. Afirmam que não podem ser confrontados, questionados, criticados, nem que se pode contradizer suas afirmações. Líderes, pastores, apóstolos, bispos, enfim, muitos homens e mulheres no exercício da liderança ministerial afirmam que não se pode levantar nenhum questionamento contra eles. Estão imunes, segunda a Bíblia desta condição, deixando afrontas somente aos leigos. Será isso verdade?

É claro que a Bíblia educa as pessoas à respeitarem seus líderes, a honrarem suas vidas, não há dúvida de que eles merecem toda nossa confiança, enquanto estiverem com sua vida submetida à Palavra de Deus. Enquanto a verdade, coerência, a honestidade, a pregação imparcial das Escrituras, e a vida digna de um líder, forem suas companheiras.
Nunca nenhum apóstolo ou líder da igreja do primeiro século apelou para qualquer imunidade de função ou unção, pelo contrário, a admoestação de um líder deveria ser pública como afirmou Paulo para Timóteo. (1Tm 5:19-20).

Todo texto tem seu contexto, e sabemos que Davi não quis tocar em Saul, porque confiava que Deus era o seu justificador, e não porque Saul não merecesse o confronto. Davi como líder de um pequeno grupo, foi sábio para não incitar seus homens contra Saul, contra o Rei, aquilo podia gerar a morte daqueles homens naquele contexto, pois Davi sabia que a hora dele estava chegando, uma vez que a vida de Saul estava baseada no pecado e no distanciamento de Deus. O próprio Davi afirma que Deus o vingaria e tomaria conta daquela situação. (1Sm 26:9-10).

Não vemos Pedro ou Paulo, diante de tantas provações e humilhações se utilizarem deste famoso bordão: “Não toquem no meu ungido, diz o Senhor!”, porque possuíam argumentos e testemunhos suficientes para calar a boca de seus críticos e confrontadores.

Como pastor, já recebi inúmeras críticas, e ainda recebo hoje. As pessoas possuem o direito de criticar, mas eu jamais vou apelar para o medo ou a intimidação com: “Cuidado! Não toque no ungido de Deus!” - minha vida, trabalhos, valores, atitudes e constância provarão isso, nada mais.

Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: "O Senhor conhece quem lhe pertence" e "afaste-se da iniqüidade todo aquele que confessa o nome do Senhor". (2 Timóteo 2:19)

A Ele toda a Glória!

OS DOZE DISCÍPULOS DO CORINTHIANS


Já fazem quase dois meses, que doze brasileiros estão encarcerados em um prisão na cidade de província de Oruro, na Bolívia. O jornal Estado de S. Paulo, divulgou que seis deles foram colocados sobre condições precárias em um porão da cadeia por usarem telefones celular, o detalhe é que a marca dos aparelhos não funcionam na Bolívia. Estão com problemas de alimentação, cuidados médicos e falta de assistência jurídica. Enfim, aquilo que era pra ser uma festa, virou um pesadelo para estes doze homens.

Todos sabem o amor que o brasileiro têm por futebol, e que a “nacão corinthiana” possui um bando de “loucos”. Estes homens, pelo que se sabe, são trabalhadores, pais de família, possuem residência e trabalho fixo no Brasil. Foram, como tantos outros torcedores, viver a experiência de verem o seu time do coração jogar fora do país. Compraram suas passagens, pagaram suas entradas no estádio e vibraram com os lances do jogo, na partida do seu time contra o San José.

Infelizmente, numa atitude descabida de um torcedor do Corinthians, um menor boliviano sofreu um ferimento gravíssimo, através de um sinalizador de navio, que o levou à morte imediata. A família de Kevin Spada, o jovem morto na partida, também possui as mesmas prerrogativas dos torcedores detidos em Oruro. São pessoas de bem, cumprem seus deveres como cidadãos e tiveram a sua vida transformada em um pesadelo com a perda de maneira trágica do menino.

De fato, a situação é delicada, mas vamos ao que nos diz respeito como cidadãos. Doze brasileiros estão detidos sem comprovação legal e jurídica adequada, submetidos a situações de humilhação e tortura. E o pior, desassistidos pela diplomacia brasileira. O Itamaraty não faz o mínimo esforço para dar um basta nessa situação. O caso é político, pois o PT não quer “indispor” o presidente Evo Morales, amigo pessoal de Lula e Dilma, a aliança política está acima do direito civil dos brasileiros detidos.

Enquanto na Bolívia temos uma família que chora a morte de um menino, aqui no Brasil, temos doze famílias que choram o sofrimento de seus parentes colocados em condições sub-humanas. A indiferença do governo, e a soberba da diplomacia brasileira, testam a paciência e a passividade do povo, que paga seus impostos para manter um estrutura caríssima que não resolve absolutamente nada.

Aqueles doze homens detidos na Bolívia, ainda estão com seus uniformes do time do coração, parece que ainda possuem a dignidade de serem corinthianos. Mas acredito que já sentem vergonha do Brasil, afinal apregoam por ai que; “o brasileiro não desiste nunca”, já o Brasil...sei não!

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SERÁ QUE EU ESTAVA SONHANDO... OU NÃO?


Sonhei que estava conversando com um desses pastores da “moda”. E no sonho ele me disse: “Que bom poder usufruir do conforto na igreja. Poder ter um espaço para adorar a Deus que dê condições de prestar atenção apenas na mensagem. Boas cadeiras, ar condicionado, lanchonete, água, berçário com monitores, recursos áudio-visuais, boa música, bons músicos, enfim, uma lista de equipamentos que fazem da igreja, um bom lugar para se estar. Mas isso custa muito dinheiro, as pessoas não fazem idéia, muito mesmo! É preciso ter muita fé para arrecadar milhões para sustentar uma estrutura dessa, sabia?”

Fiquei pasmo com a sua afirmação, e ele ainda continuou - “Hoje também é necessário ser um pastor famoso, estampar capas de revistas, dar entrevista em programas, o culto precisa ser televisionado, afinal todo mundo gosta de aparecer na tevê, recentemente contratei uma banda que está fazendo sucesso nas rádios, e na membresia da minha igreja precisam circular sub-celebridades e jogadores famosos, e é claro, tem que ter avião e helicóptero pra dar conta da agenda, enfim, é muito desgastante o ministério hoje. São reuniões e mais reuniões administrativas, existem muitos negócios para fazer a roda girar, você está me entendendo?”

Achei engraçado, que ele falava tudo aquilo com muita naturalidade. Ele completou dizendo: “Além disso, o povo gosta de ver que pastor é ungido, que fala com ousadia com Deus, que vive financeiramente como qualquer empresário bem sucedido, com carro importado, com mansão. E a multidão na minha igreja gosta do milagre, da revelação  com emoção, da profecia, a isso só faz o ministério crescer, o dinheiro entrar. É cansativo, mas compensa muito. Nós não temos ainda uma bancada política, mas devagar a gente domina tudo. Afinal somos cabeça e não cauda, né?”.

De repente, no sonho, um homem meio mal vestido se aproxima, era calvo, com marcas de cansaço e de tortura. Mas o seu rosto passava uma serenidade contagiante. Se apresentou como missionário, seu biotipo era oriental, meio judeu, barba longa, vestes surradas. Dizia ter percorrido cerca de 25.000km em três grandes viagens, sem nenhum conforto, sem dinheiro, sem glamour.

Sua igreja não tinha sede própria, ele ainda nos disse: “Nos reuníamos, nas casas, no grande templo, enfim, onde podíamos celebrar a comunhão, o partir do pão, fazer nossas orações e dividir nossas ofertas entre os necessitados.”

Comentou que quando a igreja não podia lhe dar salário, ele arrumava um emprego temporário, fazia talit’s ou tendas de oração, pois essa era a sua profissão quando ainda era rabino, aquilo me soou familiar, perguntei-lhe o nome, e ele respondeu: “Saulo de Tarso, também conhecido como Paulo pelos gregos.” - Fiquei atônito!

Revelou que quando pregava, deixava a unção, o poder, o dom, o chamado, os milagres sobre a responsabilidade do Espírito Santo, mostrava para todos que ele e seus amigos de ministério eram homens comuns, sujeitos a todo tipo de provação e luta. E que faziam o que faziam por causa do amor de Cristo, e nada mais os motivava.

Olhei aquele pastor da “moda”, e ele olhava Paulo com perplexidade, pois não imaginava que servia ao mesmo Deus de Paulo. Paulo ainda disse que a maioria dos seus companheiros de ministério foram torturados, presos, decapitados pelo fio da espada, mas nenhum negou Jesus, pois estavam firmes em seu chamado, criam em seu Salvador. 

Nisso, nossa conversa foi interrompida pelo celular do pastor celebridade, era seu assessor, dizendo que ele tinha que tomar um avião para uma conferência importante a noite em outra cidade com grandes empresários. Ele pediu licença, nos cumprimentou e saiu falando ao celular.

Sem acreditar naquilo tudo, virei-me para o apóstolo Paulo e perguntei: “Senti que algo está errado com aquele pastor, as histórias de vocês parecem tão diferentes?” 

Então o apóstolo Paulo, com tristeza no olhar me disse: “O Espírito me disse claramente que nos últimos tempos alguns abandonariam a fé e seguiriam espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos viriam de homens hipócritas e mentirosos, que tinham a consciência cauterizada. De fato, provou-se em vosso tempo que a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejam com isso satisfeito. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.”

Aí, meu despertador tocou, eu acordei zonzo, e por frações de segundo, eu não sabia se aquilo era um sonho ou realidade? 

* 1 Timóteo 4:1-2 - 1 Timóteo 6:6-10