IGREJA: DAQUI EU NÃO SAIO! DAQUI NINGUÉM ME TIRA!


Será que a igreja hoje conhecida pelo mundo secular é aquilo Jesus pretendia? Será possível separar em nosso meio os termos secular e sagrado? Será que estamos mais próximos de viver o sermão da montanha como exemplo de fé, ou nosso “cristianismo” se parece mais com a religião do templo e do sacrifício? Será que sabemos lidar com as questões de nosso tempo, ou evitar e demonizar o que não entendemos é mais fácil? Enfim, estas e outras perguntas me tomam a mente quando penso na igreja de nossos dias.

Que há de fato um espírito empreendedor/empresarial que permeia a igreja, é inegável!  É possível ver uma força que favorece a gestão que prende as pessoas em um lugar ao invés de enviá-las, tornando-os ao invés de missionários, consumidores. Essas organizações não pregam o Evangelho que liberta, mas que prende, que tosquia e abusa de suas ovelhas, tornando-as mais dignas do inferno, do que do Reino dos céus. 

Há no coração dessas organizações, um anseio insaciável de números financeiros e políticos para lhes dar controle e influência de objetivos excusos. Vivem do mau-caratismo da pregação fantasiosa que transforma Jesus em um ídolo do mercado de consumo, e as sub-celebridades são os santos modernos que testemunham o “poder”, nunca de Deus, mas da denominação, do líder ou da força que opera “naquele lugar”. 

Organizações estas, que alardeiam suas campanhas na base do animismo gospel, próprio de nosso tempo, que acredita mais no poder dos amuletos, do que no poder da oração, da fé e do Espírito Santo. Estas organizações se alimentam dos gurus da vitória, do exorcismo, do triunfalismo e da prosperidade à qualquer preço. Vendem o pão e o circo, puro entretenimento em nome de Deus.

Mas também compreendo que a igreja é um organismo complexo, sem que dela, se possa fazer uma leitura generalizada. Porque dentro dessas organizações existe uma igreja que Jesus plantou, que está viva e ativa, feita de gente simples e verdadeira. Que está no templo, mas não é o templo. Que se reuni nos lares, mas não é “celular”. Que expulsa demônios, mas não para fazer espetáculos da tevê. Que estuda a bíblia, mas não para se tornarem os donos da verdade. Que evangelizam para levarem pessoas para o céu, e não necessariamente para as suas denominações. Estas Igrejas não institucionais estão dentro das igrejas institucionalizadas, e Cristo se move e anda no meio dela, a despeito de tudo que vemos e ouvimos em nossos dias.

Quero terminar dizendo que penso na igreja como casa de Deus construída da seguinte maneira: Suas paredes são compostas de homens limitados, pecadores e cheios de falhas. Sua argamassa é feita de uma teologia rasa, ideológica e tendenciosa. O telhado é de vidro, sensível a qualquer pedrada, pois se projetou baseado no caráter de seus líderes. Mas o fundamento é Cristo! Sempre Ele, sustentando a igreja. Portanto podem cair telhados, paredes virem ao chão, e aparecerem brechas em seus muros, a igreja mesmo, jamais virá acabará, pois o fundamento dela é divino. É por isso que dela eu não saio! Daqui, desta igreja do Senhor, ninguém me tira!

ORGULHO DE SER QUEM SE É. UMA HISTÓRIA EMOCIONANTE!

Uma história pra nos emocionar. Luiz Meneghin, um brasileiro nascido em Ribeirão Preto (SP), vive há 19 anos nos Estados Unidos e tem um sonho: cantar ópera profissionalmente. O jornal "The Salt Lake Tribune" o coloca como "O Susan Boyle" da nova temporada do America's Got Talent, que estreou dia 14 de maio de 2012 e vai ao ar normalmente às segundas e terças pela emissora NBC.

Sua história, sua perseverança e performance, provam mais uma vez, que todo homem esconde um grande tesouro dentro de si. Deus se revela nestas coisas, simples e belas. Ele não ganhou o concurso e continua trabalhando normalmente como enfermeiro em um asilo americano, mas deixou claro que não é o palco que faz o artista, mas o artista que faz o palco. Assistam e se emocionem