GRAÇAS A DEUS PELA FRAQUEZA DO PASTOR


Havia uma tensão na igreja de Corinto! A igreja desta cidade estava dando guarida para falsos pregadores e questionando a autoridade do Apóstolo Paulo. Porém ao ser questionado Paulo, em humildade, fala de sua fraqueza, leia o texto antes, clicando na referência: 2 Coríntios 12:1-14
Paulo afirma que Deus lhe entregou um espinho na carne, e que Deus entregou para humilhá-lo. Ele agora se gloria nas suas fraquezas, pois quando ele é fraco, ai é que ele é forte. O que podemos aprender com Paulo nesta passagem?

1. Paulo não queria tietagem, nem fã clube gospel:
Paulo diz que não convém ficar falando de suas revelações. Ele sempre tomou precauções para que as pessoas não se aproximassem do evangelho por causa dele. Por isso que ele fala de Cristo crucificado, e só. Ele sabe que não convém ao ministro se gloriar de determinadas coisas, mesmo que verdadeiras. Devemos nos preocupar em não fazer discípulos de si mesmos, mas discípulos de Jesus. A revelação de Paulo havia ocorrido 14 anos antes. Isso nos ensina que ele não possuía revelações todos os dias, constantemente. Paulo também fala de si mesmo na terceira pessoa, mostrando humildade e relutância. Ele evita por os holofotes sobre si. Ao contrário de muita gente que vai de igreja em igreja dando testemunhos sobre o que viu e sobre o que lhe foi revelado, Paulo não sai contando sua experiência como um troféu. A preocupação de Paulo é que ele não seja colocado em uma posição que a ele não pertence. Raramente um pastor que conhece as Escrituras faz referências de si mesmo. Por isso hoje temos ministérios baseados em personalidades, e não na Palavra de Deus.

2. Paulo sabe que situações de humilhação “as vezes” servem como princípio pedagógico, e não necessariamente como “levante satânico”
Quando volta da presença dos anjos dos céus, existe um anjo do diabo esperando por ele. Ele poderia estar se referindo a uma aflição física ou uma aflição de natureza espiritual. Sabemos que era alguma coisa extremamente dolorosa. A palavra “espinho” era usada para as estacas que eram introduzidas nos corpos de condenados para produzir uma morte lenta e agonizante. O que podemos perceber é que era algo humilhante, este mensageiro de satanás foi mandado para o “esbofetear”, que é uma referência àquele tapa que você dá com as costas da mão. Era uma ação maligna que tinha como objetivo produzir dor e humilhação do apóstolo Paulo. Mas podemos ver é que o propósito de Deus era que Paulo não se exaltasse. Ele orou por três vezes. Não é errado pedir a Deus para que ele te livre do sofrimento e da humilhação. O problema é o falso evangelho que diz que a vontade de Deus sempre é fazer você se sentir bem e te fazer feliz. Aprendemos também que Deus nem sempre responde, que o silencio também é resposta e que quando ele responde, talvez não seja como nós esperamos. É preciso mais fé para dizer “seja feita a tua vontade” do que para dar ordens a Deus.

3. Paulo diz que quando a fraqueza do homem é evidente, a Graça de Deus se torna visível.
Paulo nos ensina que a intenção de Deus não é nos fazer grandes, fortes e poderosos, mas fieis. Infelizmente temos o hábito de julgarmos as pessoas que contam experiências sobrenaturais como “especiais”. Mas na verdade qualquer testemunho por mais extraordinário que seja deve apenas evidenciar a Graça de Deus.
A compreensão de Paulo é que o pastor bem sucedido não é aquele que possui muitos bens, posses ou fama ministerial, mas alguém que permanece fiel diante de Deus.
Não havia nenhuma falha de caráter em Paulo para “merecer” este espinho, este enviado de Satanás. A dor e o sofrimento em Paulo apenas tornavam evidente a Graça de Deus em Paulo. Ele queria deixar claro que nada acontecida por conta de Paulo, mas de Deus. Paulo não roubava a glória de Deus em nenhum momento do seu ministério, de seu testemunho ou de sua pregação. Para Paulo a humilhação que sofria mostrava que ele mesmo não tinha necessariamente poder para si mesmo, pois suas orações não surtiram efeito pessoal, portanto tudo que acontecia na vida de Paulo fazia parte da Graça de Deus. 
Paulo poderia se engrandecer dado o nível da revelação que ele teve. Esta situação mantinha Paulo com os pés no chão. Deus está mais preocupado em formar em mim um caráter do que no meu bem estar. Infelizmente não podemos ter virtudes cristãs sem algum nível de sofrimento. As vezes precisamos abrir mão de facilidades, para possuir verdadeira felicidade. Deus não existe para me fazer feliz, mas filho do Altíssimo.

NÃO PODEMOS JULGAR?...DEVEMOS JULGAR! - LEIA E SURPREENDA-SE COM A BÍBLIA.


Existem muitos pensamentos anti-bíblicos que foram adotados em décadas recentes e que as pessoas acreditam serem bíblicos. Um deles abraçado pela maioria dos evangélicos é a prática do julgamento. É correto julgar, avaliar e discernir uma pessoa, suas palavras, pregação e postura dentro da igreja? Quais são as bases bíblicas para julgar alguém? Como interpretar corretamente Mt 7:1?

Bem um dos versículos mais mal interpretados da Bíblia está no Evangelho de Mateus. Em Mt 7:1 diz: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados...”. Porém o texto continua e nos explica que tipo de julgamento está sendo discutido aqui, vejamos: Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco do seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.” (Mt 7:2-5). (Grifo meu)

Claramente, vemos que não estamos falando do ato de julgar, mas o de julgar com HIPOCRISIA. A lição é clara, não podemos julgar o pecado ou erro de alguém, se este também for o nosso pecado ou erro. A proibição não está relacionada com o ato de julgar, mas o de ser hipócrita. As pessoas se prendem apenas ao primeiro versículo do texto, descontextualizando. Como podemos então reconhecer os falsos profetas e mestres, se não o julgarmos pela Palavra de Deus? Como os identificar e os expor, além de apontar seus erros?

Jesus dá algumas diretrizes sobre o julgar corretamente. Ele diz: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça” (João 7:24). Nenhum julgamento, segundo o Senhor, deve ser feito se não for baseado nas Escrituras. Devemos julgar baseados na Bíblia e pela interpretação de pessoas maduras. Porém, esta é uma aptidão de pessoas maduras, pois o escritor de Hebreus diz: “Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.” (Hb 5:13-14) (Grifo meu)

Hoje muitos falsos mestres e profetas estão livres para espalhar suas doutrinas. Lobos em peles de cordeiro estão destruindo com heresias muitas vidas. João Batista chamou alguns líderes de sua época de raça de víboras (Mt 3:7). Jesus também chamou alguns fariseus e saduceus de serpentes e os acusou de maldade no coração (Mt 12:34). Em outro texto, Jesus os chama de hipócritas, guias cegos e sepulcros caiados (Mt 23:23-24) Obviamente nos dias de hoje, isso seria uma considerado atitudes não cristãs por muitos evangélicos desinformados. Mas Jesus ao lidar com falsos mestres e profetas, suas palavras eram fortes e suas ações simples e claras.

Jesus deixou claro que as falsas doutrinas dentro da igreja tinham transformado o propósito do templo, pois ele afirmou: "Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões" (Marcos 11:17).

A Bíblia possui inúmeros textos que nos advertem para denunciar os erros, e colocar pessoas à prova, discernindo os falsos pregadores, profetas e mestres. Cada mensagem, mensageiro e método devem ser avaliados, julgados. Nunca foi correto tolerar o erro dentro da igreja, muito menos deixar de avaliar ensinos e doutrinas. Vejamos alguns destes textos, que denunciam a leniência da igreja com o erro:

"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1 João 4:1). 

A igreja de Éfeso foi elogiada por terem posto "à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Apocalipse 2:2). 

A igreja de Pérgamo foi repreendida porque seguia "a doutrina de Balaão" e "a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio" (Apocalipse 2:14,15). 

"E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles" (Romanos 16:17). 

"Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé" (Tito 1:13). 

"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as" (Efésios 5:11). 

"Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu" (2 Tessalonicenses 3:6). 

"Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras" (2 João 10,11). 

Paulo advertiu os gálatas sobre aqueles que "transtornam o evangelho de Cristo". Ele também disse: "Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema" (Veja Gálatas 1:6-9).

Existem ainda inúmeros textos que claramente falam dos falsos mestres, heresias destruidoras e o perigo de aceitar as falsas doutrinas. Precisamos criticar e romper com este pseudo-evangelho que vem sendo apresentado como Evangelho de Cristo. Não só discernir, como citar publicamente (de acordo com a Bíblia) os nomes do que fazem tal coisa. Quando a integridade do Evangelho entre em jogo, é necessário expor os erros e dar nome. Vejamos:

Paulo denunciou Pedro publicamente (em carta) por uma prática antibíblica: “E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:11-14). 

Paulo denunciou Demas: "Porque Demas me desamparou, amando o presente século" (2 Timóteo 4:10). 

Paulo disse a Timóteo: "procura apresentar-te a Deus aprovado", que ele deveria ser alguém que "maneja bem a palavra da verdade”. E continuou, dizendo: “Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns" (2 Timóteo 2:15-18). 

Paulo denunciou Alexandre, o latoeiro: "Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras" (2 Timóteo 4:14-15). 

A Bíblia está repleta de exemplos públicos de pessoas que foram denunciadas pelo erro, pela falsa doutrina, pelo lucro ao dinheiro, enfim, pela hipocrisia de uma falsa religião. Há um sentimentalismo barato e uma falsa “ética” em que as pessoas se escondem das denúncias e aceitam tudo como sendo de Deus. Pedro expôs o “caminho de Balaão” (2Pe 2:15), Judas expôs o “prêmio de Balaão” (Jd 11) e João expôs a “doutrina de Balaão” (Ap. 2:14). Exemplos nítidos de como um heresia pode criar “corpo” dentro da Igreja de Cristo, e ser aceita por décadas como sendo real e necessária. E então, nós devemos manter nossa boca fechada sobre esses charlatões religiosos? Como podemos ficar em silêncio e ser fiéis a Deus?

Eu encorajo você a estudar a Bíblia. Alertar amigos e ovelhas, identificando hereges, chamando-os pelo nome. O púlpito não é lugar de elegância diplomática, mas de VERDADE DIVINA, que não aceita a hipocrisia instalada em nosso meio.

Pr. Bruno dos Santos