O CRENTE E A LOTERIA - JOGAR OU NÃO? EIS A QUESTÃO!

Os termos jogatina e aposta são, às vezes, usados com respeito às atividades que envolvem risco ou esperança de lucro fácil. No Brasil, existem várias modalidades de jogos, como por exemplo, o popular jogo do bicho, o bingo a Tele Sena e a loteria esportiva e federal. Ultimamente, a sorte está sendo lançada, com mais freqüência, na mega-sena. Há uma ansiedade generalizada em prêmios acumulados desta modalidade de aposta, que oferece milhões, se o contemplado escolher as seis dezenas que podem garantir uma boa vida futura. Baseado nestas considerações, qual deve ser a postura cristã diante dos jogos de apostas e loterias?

Jogar numa loteria, pode ser definido como “arriscar dinheiro na tentativa de multiplicá-lo em algo que é contra as probabilidades”. É muito difícil ganhar na loteria! Matematicamente, para ser “sorteado” num prêmio da mega-sena com chances reais é necessário jogar no mínimo 36.045.979.200 de vezes, ou seja, a chance é mínima, pra não dizer, quase nula. Quase todos sabem que a mega-Sena é um jogo legal administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), banco do Governo Federal. porém, trata-se de fato de jogo de azar - jogo, cuja possibilidade de ganhar ou perder não depende da habilidade do jogador, mas de sorte ou azar.

É preciso esclarecer também que a CEF informa em seu site que apenas 51% da arrecadação é destinado à premiação, sendo o restante distribuído para diversos órgãos. Por ano um pouco mais de R$ 4 bilhões são destinados à órgãos federais, esportivos e educacionais, Veja aqui. Mas, apesar de legalmente adequado e de poder, a partir das apostas, criar um fundo de investimento nas áreas sociais, jogos assim, possuem apenas um alvo, o apelo de “enriquecimento rápido”, e de fazer as pessoas arriscarem suas economias, sejam elas viciadas no jogo ou não, qualquer quantia investida aqui passa a ser uma claro desperdício financeiro. Mas e a Bíblia em relação a esse assunto?

A Bíblia não trata expressamente da questão de jogos e loterias. Não existem versículos que nos levam à conclusões favoráveis ou contrarias a participação do cristão em jogos e loterias. O ato de participar de uma loteria não é pecado em si, nem mal, porém, o desejo de obter lucros de maneira fácil (sem envolvimento pessoal ou trabalho) transgride o mandamento da lei de Deus. E por isso se torna um  ato condenável pela Bíblia. O autor de provérbios nos alerta: “A riqueza de precedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará.” Pv. 13:1. Mordomos fiéis não se envolvem em jogos de azar. Trabalham e negociam: valor por valor, justo por justo. Salário e benefícios são proporcionais ao trabalho realizado. 

Outra questão que precisamos levantar é que somos chamados a sermos bons administradores dos recursos financeiros que Deus nos confia. Aplicar dinheiro em loterias, onde as possibilidades de ganho são remotíssimas, enquadra-se dentro de uma administração responsável dos nossos bens? Nossos compromissos com a família, estado, igreja e o próximo poderão ser atendidos a contento, se empregarmos parte do nosso dinheiro em jogos de loteria? Apesar da liberdade que possuímos, não devemos ser de alguma maneira escândalo para os fracos (1 Coríntios 8:9). Embora um cristão se sinta seguro para participar em jogos de azar, isso pode estimular outro, mais fraco, a fazer o mesmo e eventualmente arruinar a sua vida em um vício ou decadência espiritual.

Conhecemos histórias de pessoas que ganharam na loteria e ofertaram esse dinheiro para a caridade (como este caso aqui), mas este jamais poderá ser um argumento favorável diante de Deus para fazer apostas, pois a motivação pela qual muitos se viciam neste jogo e, na grande maioria dos casos de pessoas que ganham, está mais relacionado com a ganância do que com a generosidade. Geralmente apostadores premiados somem da sua roda de amigos comuns e parentes, para poderem usufruir do prêmio sem precisar repartir. Claramente, o despertar desta ganância é condenável por Deus. “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentações, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1Tm 6.9-10).
O desejo de ser rico desta maneira é um desejo quase suicida. Afinal de acordo com a Bíblia, o coração que arde por dinheiro não está buscando a Deus. Quando Jó perdeu tudo o que tinha, a sua piedade com contentamento era louvável (Jó 1:21). Ele não culpou Deus nem recorreu para a sua “esperteza” para resolver aquela situação desesperadora. Ele confiou no Senhor. Preocupar com o dia de amanhã não é louvável pois evidencia pouca fé (Mat. 6:25-30). Não é fácil estar sempre contente com o que temos, mas é um alvo de crescimento para o cristão sério, andar em contentamento de vida. Paulo, o apostolo, pela experiência na vida cristã, aprendeu de ser contente com o que tinha (Fil. 4:11-13). O aspecto espiritual de muitas vidas tem sido substituído por um senso mal-orientado de praticidade e pragmatismo.

2 comentários:

Gilmar Silva disse...

Mas se você ganhar, "lembra-te de mim"

Vânia M. G. Souza disse...

Estranhas suas postagens: quando o tema é Bíblia Sagrada, é questionado ser ou não uma "profetada".
Mas quando se trata de dar um jeitinho para entender melhor a Palavra de Deus, defende-se os "cristãos maduros" para que os novatos não se percam.
O que se ganha com isso?
Abraços