30 de mai de 2014

QUEM QUER DINHEIRO? -

A célebre frase do apresentador dominical Silvio Santos, ecoa também “dominicalmente” em inúmeras instituições religiosas. Parece que a vida de boa parte dos evangélicos está relacionado com ter, tomar posse e receber a “benção” financeira. 
A impressão que temos é que cada vez mais a igreja faz do Evangelho uma “telexfree”, uma pirâmide financeira, uma bolsa de valores celestial, onde aplicar rende, e dizimar multiplica o dinheiro, como que num passe de mágica. Ledo engano. Um dos meus mentores literários e apologista, C.S. Lewis escreveu esplendidamente sobre isso em um de seus livros.
No livro póstumo Letters to american Lady, de 1967, há uma troca de cartas entre Lewis e uma mulher americana a quem o escritor tentava ajudar financeiramente. Depois de muito insistir, e depois de conseguir achar meios tributários de enviar o dinheiro, finalmente, a mulher aceitou a ajuda, dizendo: “Bem, eu vou aceitar então, e muito obrigada. Não me admira que Deus tenha te abençoado tanto lhe dando tanto dinheiro.”
Lewis não se conteve e respondeu à mulher: “Cuidado com os seus pensamentos em relação a isso. Em nenhum lugar no meu novo testamento eu vejo o dinheiro descrito como uma bênção. Na verdade, Jesus diz algo completamente diferente. Ele fala sobre o engano das riquezas (“mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera”, Marcos 4.19). Cristo diz que é quase impossível para um homem rico entrar no reino dos céus (“E, outra vez, vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”, Mateus 19.24). O que você chama de bênção, tem um poder muito maior para destruir. Na verdade, eu preciso te dar este dinheiro, ou ele provavelmente me destruiria. Não olhe para homens com recursos vendo nisso a prova de serem abençoados. Provavelmente, isso é a marca de sua maldição eterna.”
Por isso, creio com todas as minhas forças que Deus quer nos tornar ricos sim...de “boas obras”, e pra isso a generosidade e o desprendimento financeiro são imprescindíveis para o cumprimento de nosso chamado. Minha oração é essa: “Deus faça de cada crente verdadeiro, um milionário em Justiça Social!”

13 de mai de 2014

8 RAZÕES PORQUE NÃO IREI AO TEMPLO DE SALOMÃO DA IURD!

Dia 31 de Julho é data escolhida pela direção da IURD para a inauguração do Templo de Salomão. a própria presidente Dilma Roussef já confirmou presença, entre outros políticos importantes.

Na verdade esta construção megalomaníaca, será a nova sede da Igreja Universal, com um custo estimado em 400 milhões de reais. Decorado com pedras vindas diretamente de Hebrom, em Israel, a antiga capital do reino davídico. Com 55 metros de altura, 126 metros de comprimento e 104 metros de largura. Pela grandiosidade, este templo é mais uma obra faraônica do que cristã, porém existem alguns motivos que me levam a crer que estamos diante de um problema para a fé evangélica. Por que acredito que este templo não pode glorificar a Deus? Algumas objeções:

  1. As pessoas vão cultuar espaços físicos no lugar de Deus.
  2. Haverá peregrinações como se fosse um lugar sagrado.
  3. Se criará mais um fomento do mercado religioso brasileiro.
  4. Voltar a “adorar” a simbologia do Antigo Testamento é um retrocesso da fé cristã.
  5. Apesar da afirmação “Feito para a glória de Deus”, o templo de Salomão não servirá ao pobre, à viúva, ao necessitado, ao desalojado e ao orfão, mas todas as pessoas servirão o templo e sustentarão seus gastos.
  6. Deus não está em templos feitos por mãos humanas, mas habita em pessoas através do seu Espírito. Os cristãos são o verdadeiro templo do Espírito de Deus. (At 17:24)
  7. A obra abrigará a tumba da família MACEDO.
  8. Por último deixo a opinião deste rabino em relação ao Templo de Salomão, uma usurpação à fé alheia. Vejam:

11 de mai de 2014

UMA PARÁBOLA DOS TEMPOS MODERNOS

Quando você quer ir de um ponto à outro, e estes pontos estão distantes entre si, você utiliza um veículo, um carro de passeio para ser mais específico. Não importa se ele é antigo ou novo, se ele possui muita tecnologia ou se ele é mais simples e básico? Qual é a cor, o ano, a placa? Estas questões são secundárias. O importante é saber se ele é bem cuidado, se está em bom estado, se possui combustível suficiente para chegar onde você deseja ir? Afinal, seu objetivo não é o carro, mas chegar ao destino.

Assim é a Igreja! Não importa se ela é histórica, ou pós-pentecostal, se ela é simples e básica, ou cheia de contextualizações, seu nome, sua visão, seu método de trabalho. O importante é saber se esta igreja pode te levar onde você deseja ir? Se ela tem combustível suficiente (o Evangeho da Graça), se ela é bem cuidada (possui um sólido serviço social), e se ela está em bom estado (não aceita distorções doutrinárias)? Afinal, a Igreja (instituição) é apenas o veículo que Deus utilizará na terra, para levar você para o destino, à saber, o Céu.

6 de mai de 2014

HOMOSSEXUALIDADE NA IGREJA - A HERESIA DA LIBERDADE MORAL

ESTA É APENAS MINHA RESPOSTA DIANTE DAS TENTATIVAS DE IGREJAS EVANGÉLICAS E HOMOAFETIVAS DISSEMINAREM HERESIAS ENTRE OS CRISTÃOS.

A HERESIA DA LIBERDADE MORAL

É verdade que Jesus nunca disse uma palavra sequer sobre homossexualidade, nem sobre a relação entre pessoas do mesmo sexo. (Ele tinha coisas bem mais interessantes  para nos revelar, como a ressurreição e o amor de Deus) Inúmeros povos antigos, como os hititas, inimigos declarados de Israel, praticavam a homossexualidade e autorizavam casamentos entre homens. Os egípcios possuíam até mesmo dois deuses, Seth e Horus que mantinham relações homossexuais. Mas isso não nos serve como parâmetro, pois a Bíblia não é um livro de história, apesar de narrar inúmeros fatos históricos. A Bíblia revela a pessoa de Deus, o seu caráter e a sua intenção para toda a humanidade.

E logo no início da narrativa bíblica, vemos que Deus criou homem e mulher. Até mesmo os homossexuais concordam que eles são em seu corpo, homens ou mulheres. Deus deu apenas dois gêneros para a sua criação humana. Não existe um terceiro elemento na narrativa. Portanto o que vamos discutir não são os gêneros masculino e feminino, pois não há discussão em relação à isso, as únicas identidades de gênero são homem e mulher. Mesmo um hermafrodita (pessoa que possui os dois orgãos sexuais) possui um gênero, pois ele deve possuir também útero e mamas, se for mulher ou não se for homem. Mas a normalidade é que um ser humano possua um gênero apenas, masculino ou feminino.

Nossa discussão gira em torno então da orientação sexual, que não é uma questão biológica, nem de gênero, mas de comportamento. Um gay, homem ou mulher, não “nasce” gay, mas se torna gay! Mesmo em casos de crianças, onde hoje, temos conhecimento de um afloramento precoce da sua orientação sexual, ela não nasceu gay, mas se “percebeu” gay, devido à inúmeras influências psico-sociais que a rodeiam, e o próprio imaginário infantil, rico em símbolos e percepções, segundo Freud.

Qualquer pessoa pode nascer com tendências comportamentais, não com um comportamento. As tendências podem vir de inúmeros registros e fatos durante a própria vida. Podemos ter uma propensão para a violência, para o alcoolismo, para um vício,  para o homossexualismo, para o roubo, etc. De acordo com a Bíblia, não nascemos prontos moralmente, vamos nos tornando, vamos nos moldando, conforme nossas escolhas, desejos, meio e vontades. É fato inegável que na Bíblia a homossexualidade é um pecado, ou seja, contrária à intenção de Deus para a humanidade. Paulo, apóstolo dos gentios, deixa-nos claro isso em Romanos:

“Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. 
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Estando cheios de toda a iniqüidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.” (Romanos 1:24-32)

Portanto qualquer alegação de evangélicos e gays afirmando que a Bíblia não condena a homossexualidade é apenas a vontade de concatenar a prática do pecado e a religiosidade no mesmo barco da fé. Sejamos claros, não se trata de uma visão preconceituosa a respeito dos gays, mas apenas a concordância com a revelação divina de que a homossexualidade é de fato contrário as intenções e propósitos de Deus para a humanidade. (uma abominação - Lv 18:22)

De acordo com a tradição rabínica, no judaísmo, o sexo é celebrativo e procriativo. Isto é, um casal homossexual não pode explorar a totalidade (plenitude) do ato sexual, pois a plenitude só é possivel mediante as diferenças dos gêneros, assim como também não pode procriar (perpetuar a espécie humana). Por si só a homossexualidade é um retrocesso social, e não um “avanço” como alguns alegam.

Mas gostaria de compartilhar cinco tópicos com a minha comunidade de fé IGREJA APOSTÓLICA VIDA NOVA que nos ajudam à compreender e tratar os homossexuais:
  1. Que o pecado da homossexualidade não é maior ou menor do que qualquer outro pecado na Bíblia.
  2. Que um homossexual pode ser salvo pelo poder de Deus e possuir força para mudar seu comportamento como qualquer outro pecador.
  3. Que a tolerância ao homossexual é necessária para o seu processo de reestruturação emocional e social.
  4. Que o Evangelho pode ser inclusivo em relação as pessoas, porém taxativo em relação ao pecado.
  5. O homossexual não precisa de cura, mas de arrependimento da prática do pecado. A homossexualidade não é uma condição patológica, mas comportamental.
Que Deus nos dê a Graça e o amor necessário para enfrentar os ataques contra a Palavra de Deus e a Igreja de Cristo.

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COBERTURA ESPIRITUAL E APOSTOLADO MODERNO