25 de ago de 2014

FORA DA CAIXA - DEUS E O MUNDO DOS NEGÓCIOS


Fora da Caixa é um encontro que acontece toda última sexta-feira de cada mês na Igreja Apostólica Vida Nova, e que vai de encontro as demandas do cristão neste mundo pós-moderno.
O primeiro encontro Fora da Caixa vem com o tema: Deus e o mundo dos negócios! - Em tempos de domínio da ansiedade, estamos em constante conflito com nossos planejamentos, sonhos e conquistas, por outro lado, o mundo das relações profissionais subtrai a esperanças de milhões de pessoas. Como mudar as estruturas dos nossos pensamentos sobre vocação, trabalho, economia e propósito de vida?
Se este assunto te interessa, você é nosso convidado(a). Venha e traga um amigo(a)!

SEXTA-FEIRA
20:30h. (No auditório RDJ)
Maiores informações: 3554-9103





20 de ago de 2014

NESTA ELEIÇÃO, VAMOS CONFESSAR NOSSOS ERROS E CORRIGIR NOSSA ROTA?

Como pastor de uma congregação local tenho a responsabilidade de ensinar meus irmãos e amigos, à serem cidadãos e a honrarem seus votos. Ainda que as pessoas gostem ou não, a política afeta todos nós, inclusive os que professam a fé. Por isso como pastor e mentor não posso permanecer alheio aos acontecimentos e alienado aos desdobramentos sociais e atuais do Brasil.
Prego que o Reino de Deus deve ser vivido em todas as dimensões da existência, e isso significa que devemos ser sal e luz também dentro da realidade política de nosso país. Precisamos lutar politicamente pelos direitos dos que não possuem voz e nem vez na sociedade. Pelas minorias sociais, pelos ”orfãos e viúvas” de nossos dias, pelos valores inalienáveis da justiça social que o Reino propõe. E o voto é uma grande ferramenta de ajuste social.
Mas é preciso destacar também, que a maioria esmagadora dos evangélicos brasileiros não conhecem as tradições protestantes e nem possuem os relatos das raízes históricas de mudança social a partir da matriz da reforma. O pensamento político, cultural e ético de reformadores como Thomas Müntzer, João Calvino, e Abraham Kuyper, influenciaram pessoas como Martin Luther King e outros, alterando a história e a política de nações inteiras.
Outro fato assombroso, é que dentro da igreja evangélica brasileira há pouca política e muita politicagem! A política de verdade é feita por vocacionados, não aproveitadores. A politicagem feita pelos evangélicos dentro dos arraiais denominacionais é insana. E é essa malandragem que deturpa a essência da política. É o abuso daqueles que, “em nome de Deus” instrumentalizam rebanhos para alavancar sua ambição pessoal.
A bancada evangélica no congresso nacional é mais conhecida pelos roubos, desvios, escândalos, e polêmicas pessoais, do que pela luta dos excluídos e marginalizados. Mostram-se escandalizados pelas questões morais como “bons religiosos”, mas não possuem sensibilidade pelos problemas sociais graves e de impunidade e exploração em diferentes regiões do Brasil. Esse tipo de discurso torna-se religioso, moralista e vazio.
Bem, o fato é, que a igreja não precisa de um defensor público. Já temos o nosso Senhor e suficiente Salvador em todas as áreas, à saber, Jesus de Nazaré. Por isso, não podemos votar em alguém que professa apenas a fé, sem mostrar as suas obras. Fé sem obras é morta! E na vida pública, não é diferente. Não queremos políticos que defendam a igreja evangélica, queremos políticos que façam desta nação um país mais justo, que combatam a opressão estrutural e a maldade social, e que sinalizem os valores do Reino de Deus aos homens. Termino citando Robson Cavalcanti: "A missão da Igreja é manifestar aqui e agora a maior densidade possível do Reino de Deus que será consumado ali e além".

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15 de ago de 2014

O CRENTE E O GALARDÃO.

Geralmente as pessoas nas igrejas compreendem que galardão é uma recompensa por serviços prestados. Uma espécie de compensação, prêmio, um reconhecimento pelo trabalho realizado. Alguns até consideram o galardão como uma espécie de honraria, condecoração, uma homenagem que atribui ao galardoado uma distinção dos demais.
Muitos porém fazem confusão com o conceito do galardão e há bem poucos estudos sérios de interpretação sobre o tema. Vejamos o que podemos extrair da Bíblia sobre galardão?
Existem inúmeros textos bíblicos que sustentam a doutrina do galardão e o apoio escriturístico é suficiente, tanto no Antigo Testamento (2 Cr 15:7; Is 40:10; Is 62:11), quanto no Novo Testamento (Mt 16:27; 1 Co 3:8,14; Ef 6:8; Ap 2:23; 11:18; 22:12).
Existem duas palavras gregas para galardão, uma é misthós , e o seu significado é salário (Rm.4:4) ou recompensa (Mt.5:46), e a outra é antapódosis cujo sentido é de retribuição (Cl 3:24; Lc 14:12). Podemos portanto compreender que galardão está relacionado com as recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Co 5:10). Tanto no sentido positivo, como no sentido negativo. (Rm 11:9).
Obviamente precisamos esclarecer que o galardão difere da salvação em nossa relação com Deus. A salvação é uma dádiva, um presente de Deus pra nós, fruto da Graça divina, dom gratuito, recebido pela fé, imerecidamente. O galardão é um reconhecimento, uma recompensa. Isto é, a minha salvação depende totalmente da fidelidade de Cristo na cruz, enquanto que o meu galardão depende da minha fidelidade para Cristo na vida.
Não podemos desenvolver a nossa salvação desvinculada de um atitude cristã autêntica. Um dia todos nós (os salvos) prestaremos contas de nossas obras ao nosso Senhor e receberemos os nossos galardões de acordo com as nossas motivações mais íntimas.
Nas citações de Rm 14:10 e 2Co 5:10 Paulo mostra o que acontecerá quando Cristo reunir todos o redimidos em torno de Si; diante do seu tribunal. Ali haverá uma avaliação do que fizemos, e não fizemos, não no sentido quantitativo, mas qualitativo. Ali serão avaliadas as obras e não o obreiro. Haverá ganhos e perdas de recompensa, não de salvação. Todo o trabalho será avaliado perante a justiça Divina. Jesus Cristo irá julgar os seus. 
O apóstolo Paulo também deixa claro que podemos fazer obras individuais de caráter espiritual de grande valor, como “ouro, prata e pedras preciosas”. Mas também podemos executar obras de caráter promocional e pessoal, isto é, que não glorifiquem a Deus, e que são frágeis como “madeira, feno e palha” (1Co 3:12-15). Porém, Wayne Grudem salienta em sua Teologia Sistemática o seguinte: “É importante perceber que esse julgamento dos crentes será para avaliar e conceder níveis de recompensa" (página 977). Estes níveis de galardão para os crentes não promoverá problemas de inveja, ciúmes e competição porque o pecado não mais existirá no corpo glorificado. 
Pontuando que Deus é mais importante do que o galardão. Ele é o "galardoador". A motivação não é o prêmio, mas Aquele que irá premiar. As Escrituras ensinam que a vida eterna é alcançada pela graça por meio da fé. Porém, o galardão vem como conseqüência das obras realizadas depois da fé. O galardão está relacionado com o comportamento do crente como salvo desenvolvendo o caráter de Deus em si.

Por isso é importante compreender que mesmo o galardão, é consequência e fruto da ação da Graça de Deus em nós, sem o qual, jamais seríamos considerados merecedores de qualquer coisa no céu.

4 de ago de 2014

QUAL É O MELHOR PRESENTE PARA O SEU PAI?

Infelizmente não tive um pai participativo. Na verdade, meu pai foi embora de casa aos meus onze anos de idade e nunca mais tive notícias dele. Não sei se ele está vivo ou morto, longe ou perto, com saúde ou doente! O que sei é que apesar de sua ausência, ele me ensinou algo muito importante; o de não ser ausente na vida dos meus filhos. 
Deus me deu o privilégio de ser pai de três maravilhosas crianças, e gostaria muito de ao ficar mais velho, não ter a ausência dos meus filhos nesta fase da vida. Todo filho um dia torna-se pai da velhice do pai.
Há um dado momento em que trocamos os papéis com os pais, e passamos a ser cuidadores daqueles que um dia cuidaram de nós. Quando os pais se tornam lentos, enfraquecidos e com certas limitações, o filho então deve assumir o papel de pai da velhice do pai.
Hoje, nos meus 40 anos, eu ainda dou ordens, estabeleço limites, chamo a atenção, e procuro prover todas as necessidades que meus filhos possuem, mas chegará um dia em que nossos papéis se inverterão. E então eu passarei a pedir, suspirar e gemer, e a dar um pouco mais de trabalho, tudo será muito mais difícil pra mim, me esquecerei de algumas coisas, talvez até precisarei de ajuda pra mudar de roupa ou tomar alguns remédios vitais.
Meus filhos também sabem que eu mudei coisas em casa pra eles não se machucarem quando bebês. Bloqueei tomadas, coloquei tela na sacada, cercadinho na escada, protetor na quina dos móveis, alterei minha rotina, e abri mão de comprar coisas pra mim e pra minha esposa, só pra comprar pra eles. E era mesmo pra ver a felicidade sem preço e as covinhas do sorriso pelo brinquedo novo na cara de cada um deles.
Mas um dia precisarei de corrimões, de colchões especiais pra coluna, de protetores no banheiro. Um dia minha residência precisará ser preparada para receber minha velhice e conto com os meus filhos pra isso, ainda que não sejam arquitetos, engenheiros ou médicos, mas apenas filhos presentes na velhice do pai.
Uma das palavras mais belas que podemos ouvir de nossos filhos é: “Deixa que eu ajudo!” - E é triste quando o filho que aparece apenas no enterro do pai, e perde esta oportunidade de se despedir um pouco à cada dia.

Enfim, talvez um dia, um dos meus filhos me pegue no colo, pra enfermeira trocar a roupa de cama, e assim, aninhado nos braços do meu filho/pai, eu, pequeno, enrugado, fraco, saberei que a maior dádiva é ter um filho presente nas nossas últimas e derradeiras horas finais. Esse é sem dúvida o maior e melhor presente que um pai pode ganhar de seu filho(a): A convivência até o fim de nossas vidas.

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SAIR DA IGREJA LOCAL OU LUTAR POR ELA?

Há uma grande realidade acontecendo todos os domingos em milhares de igrejas no Brasil e quiça no mundo. Pessoas estão saindo de um mini...